Doença da vaca louca: caso suspeito é registrado no Brasil; saiba onde

Paciente com sintomas da ‘doença da vaca louca’ em seu nome popular está sob investigação

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Por vanessapereira
Doença da vaca louca: caso suspeito é registrado no Brasil; saiba onde
Imagem: Freepik

Informação importante de ser compartilhada. A saber, um caso suspeito da “doença da vaca louca”, nome popular da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), foi registrado em Caratinga (MG).

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Aliás, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano, confirmou a suspeita.

O paciente, de 78 anos, está internado no Casu Hospital Irmã Denise e amostras foram colhidas e enviadas para a Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.

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Mas não há motivo para alarde, uma vez que a a SES-MG divulgou que não há nenhuma confirmação de caso da doença no estado.

Paciente pode não estar acometido pela doença da vaca louca

Vale destacar que a Secretaria divulgou uma nota na qual informa que existe a suspeita de que o caso envolva a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

O texto explica que a maioria dos casos de DCJ acontece pela forma esporádica (85%). Ainda mais, sinaliza que afeta geralmente pessoas entre 55 a 70 anos e é discretamente mais observada em mulheres.

Na prática, a identificação da proteína 14-3-3 no líquor tem um alto grau de especificidade e sensibilidade para o diagnóstico das formas de DCJ.

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Contudo, a confirmação definitiva só é possível por meio de exame neuropatológico de fragmentos do cérebro, em caso de óbito.

Em resumo, a variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ) é que está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (a conhecida doença da vaca louca).

A mesma acomete, em geral, pessoas jovens, abaixo dos 30 anos, diferente do perfil do paciente em questão.

Sintomas da doença

O paciente que contrai a doença da vaca louca pode apresentar sintomas como agitação motora, irritabilidade, alucinações, esquecimento, psicose, ansiedade, depressão, enfraquecimento e sensação de dormência ou formigamento no corpo.

Veja, para uma pessoa leiga é bem difícil identificar de imediato, porque são sintomas que podem ser confundidos com outras situações.

Cabe reforçar que a doença é transmitida pelo consumo de carne contaminada.

Como ela age?

A doença da vaca louca, é uma enfermidade degenerativa crônica que afeta o sistema nervoso central dos bovinos, sendo que na sua forma clássica é transmissível aos seres humanos por meio da ingestão da carne do animal impactado.

Identificação da doença da vaca louca

Identificação da doença da vaca louca

Imagem: Freepik

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a definição de um suspeito de vaca louca se baseia nas análises de exames, sinais, sintomas e na história epidemiológica do paciente.

Então, o diagnóstico pode ser classificado como possível, provável ou definitivo, mas a confirmação final só pode ser feita por meio de necropsia com análise neuropatológica de fragmentos do cérebro.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, as medidas de prevenção estão focadas na prevenção da introdução da variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ) no país.

“Desde 1998, o governo brasileiro proibiu a importação de derivados de sangue humano doado por pessoas residentes no Reino Unido, além da importação e da comercialização de carne bovina e produtos de uso em saúde cuja matéria-prima seja originada de países que apresentaram casos autóctones de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB)”, informa a entidade.

Qual o tratamento?

Em complemento, o Ministério ainda afirma que, apesar de várias propostas terapêuticas terem sido estudadas, nenhuma até o momento mostrou-se efetiva para alterar a evolução fatal da doença.

“Aproximadamente 90% dos indivíduos acometidos pela Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) evoluem para óbito em um ano”, reporta.

Desse modo, o tratamento recomendado é basicamente de suporte e controle das complicações, ou seja, abordar as necessidades nutricionais e psicológicas do paciente.

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