Estes alimentos podem te levar à demência, segundo a ciência
Estudo acompanhou 130 mil voluntários e revelou dados significativos a respeito do desenvolvimento de demência

É sempre muito importante ficar em alerta para os novos estudos que dizem respeito à nossa saúde. Desta vez, o resultado envolve a demência e os alimentos que impactam na saúde cognitiva de uma pessoa.
Você imaginaria que as carnes processadas podem ser estes responsáveis? Aposto que não. Assim, siga a leitura até o final e fique por dentro de tudo. Afinal, é a sua saúde.
Maior risco de desenvolvimento de demência
A saber, um estudo apresentado na Conferência Internacional da Alzheimer’s Association sinalizou que o consumo frequente de carnes processadas pode estar diretamente vinculado a um aumento significativo no risco de desenvolvimento de demência.
A análise destacou a associação entre o consumo de bacon, salsichas e outros embutidos com a perda de memória e outras funções cognitivas.
Vale mencionar que cerca de 130 mil voluntários participaram do estudo e foram acompanhados ao longo de quatro décadas.
Então, foi observado que mesmo indivíduos saudáveis apresentaram um envelhecimento cognitivo mais acelerado quando do consumo regular de carnes vermelhas processadas.
Alimentação equilibrada
Diante deste cenário, fica ainda mais evidente a importância de uma dieta balanceada na manutenção da saúde cerebral à medida em que envelhecemos.
Em resumo, as carnes processadas são ricas em gorduras saturadas, sódio e conservantes químicos.
Estes são fatores que, de acordo com os pesquisadores, contribuem para o declínio cognitivo, ou seja, a demência.
Aliás, o número é significativo! O consumo frequente desses alimentos resulta em um aumento de 14% na probabilidade de desenvolver deficiências cognitivas graves.
Em complemento, o estudo indicou que cada porção diária adicional de carne processada estava relacionada a um aumento de 1,61 anos no envelhecimento cognitivo.
Ainda mais, problemas na memória verbal como, por exemplo, a capacidade de lembrar e compreender as palavras, foram associados a um acréscimo de 1,69 anos ao processo de envelhecimento.
Além da demência, quais são os outros impactos?
Certo, além dos riscos e maior probabilidade de desenvolvimento de demência, o estudo identificou uma ligação entre o consumo de carnes processadas e o surgimento de doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo 2.
Inclusive, estas condições podem agravar os problemas cognitivos, o que torna uma dieta equilibrada um fator essencial para a prevenção.
Como fazer trocas inteligentes (e saudáveis)

Imagem: cattalin/Pixabay
Por fim, cabe ressaltar que os pesquisadores recomendam substituir as carnes ultra processadas por alimentos mais saudáveis, tais como nozes, leguminosas e peixes ricos em ômega-3.
Isso porque estas alternativas não apenas reduzem significativamente o risco de demência, como ainda retardam o envelhecimento cerebral.
Veja como é simples de colocar em prática, e com pequenos hábitos você se cuida cada vez mais.
A saber, a ingestão de uma porção diária de nozes e legumes, em substituição aos processados, pode reduzir o risco de demência em até 20%.
Alternativamente, a dieta mediterrânea, rica em frutas, vegetais e gorduras saudáveis, mostrou-se eficaz na prevenção de doenças neurodegenerativas.
Especialistas
A autora principal do estudo, Yuhan Li, professora assistente no Brigham and Women’s Hospital em Boston, declarou que os resultados têm sido mistos sobre se há uma relação entre o declínio cognitivo e o consumo de carne em geral.
Assim, eles decidiram analisar mais de perto como comer diferentes quantidades de carne processada e não processada afeta o risco e a função cognitiva.
“Ao estudar as pessoas por um longo período de tempo descobrimos que comer carne vermelha processada pode ser um fator de risco significativo para demência”, disse.
Heather Snyder, da Alzheimer’s Association, concorda com a adoção de uma alimentação saudável.
“A prevenção da doença de Alzheimer e de todas as outras demências é um foco importante, e a Alzheimer’s Association há muito tempo incentiva a adoção de uma dieta mais saudável – incluindo alimentos menos processados – porque eles têm sido associados à redução do risco de declínio cognitivo”, disse.
Para concluir, Dr. Richard Oakley, da Alzheimer’s Society no Reino Unido, afirmou que o estudo mostrou que mais pessoas que comeram carne vermelha processada desenvolveram demência e tiveram piora na memória e em habilidades de pensamento.
No entanto, pediu cautela, pois a pesquisa encontrou apenas uma associação entre carne vermelha processada e demência, e não provou causa e efeito.
“É importante lembrar que isso não significa que comer carne vermelha processada esteja diretamente relacionado ao desenvolvimento de demência. Pode ser que pessoas que evitam carne vermelha processada sejam geralmente mais conscientes da saúde e evitem outros hábitos prejudiciais que aumentam o risco de demência”, pontuou.
Leia mais:
Burnout: síndrome atinge 30% dos trabalhadores brasileiros; saiba como identificar sinais
