Poucos sabem: cidade no interior de Goiás nasceu de um plano de Dom Pedro II

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Poucos sabem: cidade no interior de Goiás nasceu de um plano de Dom Pedro II
Foto: Divulgação

Uma cidade no interior de Goiás carrega, até hoje, marcas de decisões tomadas ainda no período imperial brasileiro. E, embora muitos passem por ela sem conhecer sua origem, a história de Montividiu começa muito antes de sua emancipação oficial. Ela remonta a um momento em que o Brasil ainda era governado por Dom Pedro II.

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No século XIX, o imperador incentivou o povoamento do interior do país. A princípio, a ideia era simples. Ocupação territorial. No entanto, na prática, essa estratégia ajudou a moldar cidades inteiras. Sendo assim, regiões do Centro-Oeste passaram a receber famílias interessadas em terras e oportunidades. Entre elas, a área que hoje abriga Montividiu.

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Além disso, os incentivos oferecidos chamavam atenção. Isenção de impostos. Doação de terras. Apoio à produção agrícola. Dessa forma, o sudoeste goiano começou a se transformar em um polo de desenvolvimento. Pequenos núcleos surgiram. E, com o tempo, deram origem a cidades estruturadas.

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Fé, terra e o nascimento de uma comunidade

No caso de Montividiu, a ocupação ganhou um elemento ainda mais simbólico: a fé. Antes mesmo de se tornar cidade, a região já era habitada pela família Peres. Posteriormente, com a chegada de Carlos Barromeu Peres, a Fazenda da Tapera se transformou em ponto de encontro para moradores.

Ali, além das atividades rurais, surgiram momentos de oração coletiva. A devoção à Nossa Senhora da Abadia cresceu. E, ao mesmo tempo, fortaleceu os laços entre os moradores. Em um período marcado por desafios e conflitos, especialmente com ataques indígenas, a fé passou a ocupar papel central na vida da comunidade.

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Com o passar do tempo, relatos indicam que os ataques diminuíram. Por isso, os moradores atribuíram o fato à intercessão da santa. Como resultado, instituíram uma tradição. Todos os anos, no dia 15 de agosto, passaram a homenagear a padroeira.

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Uma capela, um povoado e o avanço da cidade

Outro marco importante ocorreu em 1918. Naquele momento, Carlos Barromeu Peres e sua esposa doaram terras para a construção de uma capela. A partir daí, o espaço religioso passou a organizar o crescimento local. Ou seja, o povoado começou a se estruturar ao redor da igreja.

Com o tempo, a localidade evoluiu. Inicialmente distrito, Montividiu conquistou autonomia apenas décadas depois. A emancipação oficial ocorreu em 1987. Desde então, a cidade seguiu seu próprio caminho, mantendo vínculos com suas origens.

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Atualmente, o município preserva tradições importantes. Entre elas, a Festa da Colheita, que reúne moradores e visitantes em torno da culinária típica, com destaque para o costelão assado no chão. Além disso, pontos como a Praça dos Dinossauros chamam a atenção e atraem visitantes, especialmente estudantes.

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Um destino que mistura história e experiência

Hoje, visitar Montividiu é mais do que conhecer uma cidade do interior. É, antes de tudo, entrar em contato com uma história que combina decisões políticas, religiosidade e construção coletiva.

Portanto, para quem busca um destino diferente em Goiás, o município se apresenta como uma alternativa interessante. Seja pela tranquilidade. Seja pela cultura. Ou mesmo pela curiosidade de caminhar por um lugar que nasceu, em parte, de um projeto do período imperial brasileiro.

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