Você dorme, mas acorda cansado? O colchão pode ser o motivo e a gente te explica

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Você dorme, mas acorda cansado? O colchão pode ser o motivo e a gente te explica
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Acordar com dor nas costas, no pescoço ou com aquela sensação persistente de cansaço, mesmo depois de uma noite inteira de sono, é mais comum do que parece e o colchão pode ser o motivo. Além disso, muita gente associa o desconforto ao estresse, à rotina pesada ou até à idade. No entanto, em muitos casos, o vilão está mais perto do que se imagina: o colchão.

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Com o passar do tempo, o colchão perde sustentação, compromete o alinhamento da coluna e obriga o corpo a se adaptar a posições inadequadas durante o descanso. Ou seja, dormir várias horas não significa, necessariamente, dormir bem. O problema não está na quantidade de sono, mas na qualidade da base onde o corpo repousa.

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Dados do Ministério da Saúde reforçam o alerta. Levantamento nacional de 2024 aponta que cerca de três em cada dez brasileiros relatam dificuldades para dormir, incluindo quadros de insônia. Além disso, 20% dos adultos dormem menos de seis horas por noite. O índice é ainda maior entre as mulheres. Sendo assim, o sono deixou de ser apenas uma questão individual e passou a ocupar espaço central no debate sobre saúde pública.

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Dormir mal afeta concentração, produtividade e equilíbrio emocional. Enfim, quando o descanso falha, todo o dia seguinte sente os reflexos. Por isso, entender quando trocar o colchão é um cuidado simples, mas essencial para preservar a coluna e melhorar a qualidade de vida.

Sinais claros de que o colchão já não cumpre sua função

De acordo com Jeziel Rodrigues, especialista em sono da Anjos Colchões & Sofás, muitas pessoas demoram a perceber o desgaste do colchão. Isso acontece porque os danos nem sempre são visíveis de imediato. Com o uso contínuo, a estrutura interna cede, perde firmeza e deixa de oferecer o suporte adequado à coluna.

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Entre os principais sinais de alerta estão afundamentos permanentes na área onde o corpo se apoia, deformações perceptíveis ao toque e instabilidade, especialmente em modelos de mola. Além disso, dores frequentes ao acordar, rigidez muscular e fadiga constante também indicam que algo não vai bem.

Outro ponto que merece atenção é a saúde respiratória. Colchões antigos acumulam ácaros, poeira e microrganismos invisíveis, o que favorece crises alérgicas e interfere diretamente no sono. Muitas vezes, a causa do desconforto está no quarto, e não em fatores externos.

Como escolher o colchão certo para melhorar o sono

Na hora da troca, não existe um modelo universal. A escolha da densidade e da firmeza deve levar em conta peso, altura e posição habitual de dormir. Um colchão muito macio ou excessivamente rígido pode agravar dores e comprometer a postura ao longo do tempo. O equilíbrio entre conforto e sustentação é fundamental.

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Atualmente, o mercado oferece colchões de espuma, mola e látex, além de versões com tecnologias que favorecem ventilação e proteção contra ácaros. A recomendação é testar. Deitar por alguns minutos na posição em que você costuma dormir ajuda a perceber se o corpo fica bem apoiado. Além disso, buscar orientação especializada evita decisões baseadas apenas em preço ou aparência.

Por fim, observar os sinais do próprio corpo é um gesto de cuidado diário. Quando o descanso melhora, a rotina ganha mais energia, foco e bem-estar.

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