Como saber se a picanha do restaurante é realmente picanha
Nada de ser enganado e pagar preço de picanha levando outro corte de carne

Uma experiência com tudo para ser incrível. Você finalmente consegue ir até aquele restaurante que estava nos planos e pede uma suculenta picanha.
Mas, quando começa a saborear, percebe que algo não está batendo. Isto é, o sabor e a textura não são bem aquilo que você estava esperando.
E, afinal, porque isso acontece? O alimento foi mal preparado, ou o corte de carne não era bem aquele que você pediu?
Ainda mais, quando você vai comprar um determinado corte de carne, sabe identificar, por exemplo, se a picanha é mesmo picanha?
Pensando em facilitar a sua vida e de tantas outras pessoas, o Curta Mais trouxe este guia (com dicas de especialistas) para que você possa aprender a avaliar as características e nunca mais passar por este tipo de situação.
Como garantir uma boa picanha
A picanha é um dos alimentos que mais chama a atenção dos brasileiros e chegou até a alcançar o topo no ranking dos melhores pratos do mundo, segundo o Portal Atlas.
E, para não cair na armadilha de pedir um produto e acabar levando outro, para saber se está levando uma ótima picanha ou um coxão duro, vamos para a parte prática!
A dica número um é ter um açougueiro de confiança, ou seja, aquele que vai te entregar uma carne de qualidade e bem aquilo que você pediu, para que você possa preparar uma excelente refeição ou churrasco em casa.
Além disso, pode preferir uma marca de confiança, com a qual você se sinta seguro de acreditar no que ela se propõe a vender.
Dicas para reconhecer a peça
A picanha é um dos cortes de carne dos mais emblemáticos, e segundo os especialistas, fácil de se identificar visualmente.
A partir daqui, vamos te passar dicas e orientações sensacionais, vindas de ninguém menos do que o açougueiro e churrasqueiro Netão, proprietário do Bom Beef.

Imagem: Reprodução Instagram @netaobombeef
Veias
Ele explica que a peça começa no biquinho, na parte que tem uma ponta em “V”, e dali, é preciso identificar as veias.
A saber, a picanha tem três veias. A partir da terceira veia, já não é mais picanha, e sim coxão duro. Então, para colocar a mão na massa, quando for comprar, aperte uma pontinha da peça e procure por sangue em busca das veias.
Aliás, esta terceira veia é o limite da peça da picanha. Acima dela, é o coxão duro.
Por isso, anote aí o segredo: as veias entregam onde começa e onde termina a picanha. A primeira fica ali na pontinha da peça, a segunda no meio e a outra mais para o finalzinho.
Tamanho
Netão explica que até pouco tempo, se você comprasse uma peça com mais de 1,2kg, provavelmente estaria comprando coxão duro.
Entretanto, ele complementa com os conhecimentos de outro grande nome, István Wessel, da Wessel, empresa, que produz hambúrgueres e cortes especiais, para que o consumidor não seja enganado.
Por conta de mudanças não apenas na inserção de raças europeias no Brasil, como investimentos na alimentação e manejo, a produção hoje tem animais muito mais pesados.
Cabe explicar que cada picanha pesa, em média, 0,5% do peso da carcaça. Sendo assim, o peso dela, também aumentou.
Os especialistas destacam que hoje você pode encontrar uma peça de 1,5kg que continua sendo picada.
Ainda assim, para você se sentir mais seguro e confortável, fique entre 1,2 e 1,3kg.
E quando eu estou comendo no restaurante?
Bem, se a peça vier inteira, você já consegue de imediato reconhecer a característica do tamanho.
Contudo, se for apenas para degustação, com a picanha já fatiada, por exemplo, repare na capa de gordura, um dos seus pontos marcantes.
Então, ela deve ter grande suculência, justamente por não ter partes de músculos.
Se a coloração se vier mais pendente para o marrom, com pouca gordura e você perceber que é mais firme ao mastigar, ligue o alerta: deve ser coxão duro.
Agora, é hora de colocar em prática todos esses conhecimentos para nunca mais ser enganado e garantir que a picanha é picanha mesmo.
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