Dia Mundial da Síndrome de Down chama atenção para inclusão e acesso a terapias

Data celebrada em 21 de março chama atenção para a inclusão, o combate ao preconceito e o papel da família no desenvolvimento de crianças e adolescentes

Thiago Alonso
Por Thiago Alonso
Dia Mundial da Síndrome de Down chama atenção para inclusão e acesso a terapias
Pessoa com síndrome de Down. - Foto: Canva

O Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, marca uma mobilização internacional voltada à conscientização sobre a condição genética e à promoção da inclusão social. A data também reforça a importância do acesso a acompanhamento especializado e do envolvimento familiar no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

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A escolha do dia tem significado simbólico. O 21 de março faz referência à trissomia do cromossomo 21, alteração genética que caracteriza a condição conhecida cientificamente como Trissomia 21.

Para a fonoaudióloga Juliana Menezes, diretora técnica da Affect Centro Clínico e Educacional, a data ajuda a ampliar o debate público sobre inclusão e acessibilidade.

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“Essa data tem um simbolismo de mudança de postura, de busca por uma sociedade mais acessível, acolhedora e preparada para garantir a participação plena dessas pessoas em todos os espaços”, afirma.

Segundo Juliana Menezes, o acompanhamento especializado pode envolver diferentes áreas da saúde e educação para apoiar o desenvolvimento global das crianças e adolescentes com Síndrome de Down.

Entre os profissionais que podem integrar esse processo estão especialistas em fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, musicoterapia, nutrição e psicopedagogia. O objetivo é avaliar necessidades específicas e desenvolver habilidades de forma integrada.

“Esse trabalho integrado entre as especialidades permite um acompanhamento mais completo e alinhado às necessidades de cada paciente”, explica.

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Participação da família no processo terapêutico

A fisioterapeuta Rafaela Campos, diretora multiprofissional da Affect, destaca que a participação da família é considerada um elemento central no acompanhamento terapêutico.

De acordo com ela, o modelo de reabilitação centrado na família busca envolver pais e responsáveis nas estratégias utilizadas pelos profissionais.

“A presença e o envolvimento da família contribuem diretamente para estimular habilidades e potencializar o desenvolvimento. Assim, o objetivo das intervenções é promover autonomia e independência, preparando crianças e adolescentes para uma vida adulta com mais qualidade de vida, participação social e acesso a oportunidades”, afirma.

Rafaela ressalta que o trabalho desenvolvido com pessoas com Síndrome de Down também está ligado à promoção da inclusão social e ao reconhecimento das capacidades individuais.

“Nosso trabalho reafirma que cada pessoa tem capacidades únicas e deve ter espaço para participar plenamente da sociedade. Por isso, nosso foco é que cada paciente alcance seu pleno potencial e fortaleça a sua autonomia para ter uma vida adulta marcada pela independência”, completa.

O que é a Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21. A condição pode influenciar características físicas e aspectos do desenvolvimento, mas cada pessoa apresenta habilidades e necessidades diferentes.

Com acompanhamento adequado, estímulo educacional e acesso a serviços de saúde, pessoas com Síndrome de Down podem desenvolver autonomia, participar da vida social e ampliar oportunidades ao longo da vida.

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