Goiânia se destaca como uma das melhores cidades para investir em imóveis no Brasil
Estudo inédito aponta alta rentabilidade de investimentos na capital goiana; aulas de valorização e aluguel começam em janeiro

Goiânia foi considerada uma das melhores cidades para investir em imóveis pelo Ranking Melhores Cidades para Investir 2025, iniciativa da MySide, empresa especializada no ramo imobiliário. Segundo o estudo, investir em imóveis na planta no município, entre 2019 e 2024, teve rendimento anual médio de 18,6%, um retorno maior do que investimentos tradicionais, como renda fixa e variável.
A capital goiana também aparece em segundo lugar no ranking das melhores cidades para investir em imóveis para aluguel anual, liderado por São José (SC). Neste caso, a rentabilidade média foi de 15,1% ao ano.
Mercado imobiliário consolidado e promissor
Além dos números expressivos de retorno, o mercado imobiliário de Goiânia apresenta solidez. A cidade, que é a capital do nono estado com maior PIB do Brasil, se destaca pela qualidade de vida, com um IDHM de 0,799, e por oportunidades econômicas em setores como agronegócio, indústria e construção civil.
Regiões como Marista, Oeste e Bueno, conhecidas por sua infraestrutura de alto padrão, são os bairros mais procurados por investidores. De acordo com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Goiânia registrou um aumento de 14% nas vendas de imóveis nos primeiros seis meses de 2024. O valor médio dos imóveis residenciais também cresceu 12,3% no mesmo período.
Como funciona o Ranking Melhores Cidades para Investir em Imóveis
A pesquisa desenvolvida pela MySide considera três modalidades principais de investimento: imóveis na planta, aluguel anual e aluguel de curta temporada (short stay). A metodologia simula um investimento inicial de R$ 500 mil em outubro de 2019, calculando o rendimento até setembro de 2024.
Os cálculos incluem custos reais, como ITBI, taxas cartorárias, corretagem e despesas operacionais específicas para cada tipo de investimento. Além disso, são analisados fatores como valorização do imóvel, fluxo de desembolso e custo de capital, com dados consolidados de fontes como IBGE, Banco Central, FGV IBRE e FipeZAP.
Ronal Balena, especialista em investimentos imobiliários, destacou a importância de considerar a valorização do imóvel ao calcular a rentabilidade total.
“Um equívoco comum ao comparar o rendimento de investimento em aluguel é não considerar o aumento do preço do imóvel no período. Na verdade, enquanto o imóvel está alugado, é natural que o seu preço de venda suba, em linha com o que ocorre com os preços de mercado. Por isso, para poder comparar a rentabilidade de aluguel com outros investimentos como renda fixa e ações, o investidor deve realizar a soma do retorno recebido com os recebimentos de aluguel com a valorização do preço de venda do imóvel”, explicou.
O Ranking utiliza uma metodologia inovadora no mercado, trazendo dados comparativos entre imóveis e outros investimentos, como renda fixa, variável e poupança. A pesquisa considera variáveis como inflação, fluxo de caixa e custos operacionais, apresentando resultados embasados para quem busca diversificar sua carteira de investimentos.

