Goiás possui a única caverna de maturação de queijo aprovada no Brasil
Produção artesanal em Goiás tem novos contornos de qualidade e chega a todo o país

Goiás avança cada vez mais no mercado de queijos. A saber, o cenário de produção artesanal no Estado ganha novos ares com a conquista do Selo Arte e de Queijo Artesanal pelas queijarias regionais.
Vale destacar que a habilitação é concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e inspecionada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).
Na prática, o reconhecimento de um produto artesanal pelo Selo Arte não reflete apenas a garantia de qualidade e regionalidade do mesmo, mas ainda funciona como um super diferencial, que faz com que novas portas se abram para a sua comercialização por todo o país.
Queijarias em Goiás
É válido sinalizar que atualmente, são devidamente homologadas na Agrodefesa e acompanhadas periodicamente, cerca de 12 queijarias artesanais goianas.
Em suma, elas são voltadas para a produção de queijos com receitas originais e de forma artesanal. Assim, estão conquistando os paladares mais exigentes pelo Brasil todo.
Diante de todo esse cenário, é bacana trazermos um pouco mais de detalhe sobre a fabricação. Afinal, é um ramo que tem colocado o nome de Goiás na boca das pessoas, e o melhor, sendo uma referência quando se fala em fabricação artesanal de queijo com qualidade elevada.
Vamos começar?
Serra do Bálsamo e os seus nove tipos de queijo
Veja só que interessante! A queijaria Serra do Bálsamo, localizada na região metropolitana de Goiânia, na zona rural de Guapó, possui a única caverna de maturação de queijos aprovada no Brasil. Isso mesmo!
O seu proprietário, João Vicente Rodrigues Borges, começou a produzir leite em 2009.
Então, depois de uma viagem a Portugal em 2017, quando conheceu alguns produtores de queijo na região, acabou por voltar com o objetivo de montar a sua própria queijaria.
Assim, depois de um período de três anos, repletos de cursos para garantir uma formação de excelência, e de decisões que envolviam a troca do gado jersey pelo pardo suíço, nasceu oficialmente a queijaria Serra do Bálsamo.
Inclusive, cabe ressaltar que a mesma é devidamente credenciada pela Agrodefesa com o Selo Arte.
“Sair da informalidade dos primeiros anos em que me dediquei à produção do queijo, para a conquista do Selo Arte mudou completamente a minha relação com o queijo e a inserção do meu produto no mercado”, aponta João Vicente.
Testes e mais testes rumo ao objetivo

Foto: Maria Antonieta Toledo / Comset Agrodefesa
Para finalmente chegar lá, e conquistar medalhas em concursos nacionais de queijo, o trajeto não foi direto e reto.
Assim, foi um caminho em que a persistência nunca deixou de reinar, com muitos testes de receita e a vontade de fazer acontecer.
Inclusive, o proprietário revela que no processo de aprimoramento da fabricação artesanal, deva ter perdido uns cinco mil litros de leite.
Contudo, ressalta ele, o desejo de acertar sempre falou mais alto e o fez seguir em frente.
Inicialmente, a produção era de 300 litros de leite por semana. Para os dez mil litros de leite mensalmente dedicados à produção de queijo, muito empenho, aprimoramento e dedicação foram necessários.
Impacto do Selo Arte para a queijaria de Goiás
Por conta do Selo Arte, hoje os queijos de Guapó são comercializados em todo o Brasil.
E veja a praticidade, além de marcarem presença nos principais empórios, podem ser adquiridos pela internet, o que facilita a vida de quem não é de Goiás.
E claro, tem muitas opções. A saber, a queijaria Serra do Bálsamo produz hoje nove tipos de queijo, que vão do cremoso ao maturado.
E se você busca por produtos diferenciados, saiba que desse total, seis deles são premiados em concursos nacionais.
Aliás, tem uma receita que é flambada no whisky. Outra, leva adição de trufas negras italianas e o exemplar que é imerso na cerveja preta antes de seguir para a maturação.
Muito interessante, né?
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