Goiás lidera crescimento do turismo no Brasil e bate recorde histórico
Setor de serviços no estado também avança acima da média nacional, segundo dados do IBGE

Quem circulou por Goiás nos últimos meses já deve ter notado: o fluxo de turistas tem aumentado. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado registrou, em abril de 2025, o maior crescimento no volume de atividades turísticas do país. O avanço foi de 13,5% em relação ao mesmo mês de 2024.
O levantamento faz parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgado na última sexta-feira (13). Na comparação com março deste ano, o crescimento também foi expressivo: 10,8%, a maior variação já registrada para o período desde o início da série histórica, em 2011.
Os resultados foram analisados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), vinculado ao governo estadual.
Avanço também aparece nos serviços em geral
O bom desempenho do turismo em Goiás faz parte de um cenário mais amplo de crescimento do setor de serviços no estado. Entre janeiro e abril de 2025, o setor como um todo avançou 3,7%, superando a média nacional, que ficou em 2,2% no mesmo período.
Além das atividades turísticas, os destaques ficaram para os serviços prestados às famílias, com alta de 7,8%, e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que cresceram 7,3%. Na variação interanual – comparação entre abril de 2025 e o mesmo mês de 2024 – o setor de serviços goiano cresceu 1,9%.
Os serviços prestados às famílias tiveram novamente um peso importante, com aumento de 12,8% na mesma base de comparação. Também contribuíram para o resultado positivo os setores de informação e comunicação, com crescimento de 5%, e o grupo classificado como outros serviços, com 3,8%.
O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, destacou a continuidade das ações de incentivo ao setor. “Esse crescimento é reflexo direto dos investimentos contínuos em qualificação da mão de obra e inovação tecnológica. Estamos criando condições para que o setor de serviços se expanda de forma sólida”, afirmou.
O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, também comentou os números. “Com Goiás liderando o crescimento do turismo no Brasil, conseguimos movimentar a economia e gerar mais emprego e renda. Estamos transformando Goiás numa referência nacional”, disse.

Região da Chapada dos Veadeiros (GO): turismo impulsiona crescimento do setor de serviços em Goiás
Movimento no aeroporto também confirma aquecimento do turismo
O crescimento do turismo em Goiás tem sido percebido também nos terminais de transporte. Durante o feriado prolongado de Corpus Christi, o Aeroporto de Goiânia registrou aumento no fluxo de passageiros. Segundo a Motiva, empresa responsável pela administração do aeroporto, cerca de 47 mil pessoas eram esperadas entre os dias 18 e 22 de junho. Isso representa uma alta de 13,4% em comparação com o mesmo feriado no ano passado.
Ao todo, o terminal programou 341 operações de pousos e decolagens para atender a demanda. O gerente do Aeroporto de Goiânia, Wander Melo Jr, informou que a administração montou uma operação especial para dar conta do aumento.
“Sabemos que os feriados movimentam ainda mais o aeroporto, e por isso preparamos uma operação especial para atender o aumento na demanda”, explicou.
Para os viajantes, o aeroporto reforçou algumas orientações práticas para garantir que a experiência de embarque ocorra de forma tranquila. Entre as recomendações estão chegar com antecedência mínima de duas horas para voos nacionais e três horas para os internacionais, além de conferir documentos e estar atento às regras de bagagem.

Aeroporto de Goiânia – Foto: Reprodução / Goiânia CCR Aeroportos
O cenário de crescimento observado em Goiás acompanha uma tendência nacional de recuperação e expansão dos serviços relacionados ao turismo, mas com desempenho superior à média do país.
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), segundo o IBGE, acompanha o comportamento conjuntural do setor de serviços brasileiro. O levantamento considera empresas formais com pelo menos 20 empregados, atuantes em atividades não financeiras, com exceção das áreas de saúde e educação.
