Leonardo Pareja: novo livro mostra história do criminoso com ótica humanizada
A obra traz ainda depoimentos inéditos de pessoas que estiveram com Pareja, e foi escrito pela melhor amiga Adriana Ripardo

Nesta quinta-feira, 30 de Março, é a data marcada para o lançamento de um novo livro sobre a história de Leonardo Pareja, o ‘’criminoso mais famoso do Brasil’’. A biografia, chamada de ‘’Muralhas da Solidão’’, foi escrita por sua melhor amiga, Adriana Ripardo, com detalhes nunca antes revelados. O lançamento acontece na Câmara Municipal de Uruaçu (GO), e será vendido pelo site oficial da Editora Santorini, responsável pela publicação.

No livro a autora conta a história de Leonardo Pareja, totalmente diferente das reportagens e noticiários da época, mostrando o seu lado mais humano, sensível e genioso. A biografia traz em detalhes como ele agia, pensava e arquitetava seus planos e estratégias.
Além disso, o livro conta como os dois se conheceram, durante uma fuga de Pareja e como eles se tornaram melhores amigos e confidentes. Em um dos trechos, Adriana conta como ele sobreviveu na mata para não ser encontrado pela polícia e como ficou escondido na casa da amiga. A publicação está recheada com imagens e esboços escritos por ele.
A obra traz ainda depoimentos inéditos de pessoas que também estiveram com Pareja de perto, como a delegada Renata Cheim, o desembargador Homero Sabino, e outros personagens que foram feitos reféns durante uma rebelião no presídio, liderada por Pareja.
Além do livro, Adriana guarda um arsenal de documentos, como milhares de cartas que Pareja recebia na cadeia, de mulheres do Brasil inteiro, esboço de planos de fuga da cadeia e centenas de fotos que ele mandava com dedicatória.
O criminoso mais famoso do Brasil
Leonardo Rodrigues Pareja nasceu em Goiânia e começou sua trajetória de fama em setembro de 1995 quando, após assaltar um hotel na cidade de Feira de Santana, Bahia, manteve como refém por três dias uma garota de 16 anos, Fernanda Viana, sobrinha do então senador Antônio Carlos Magalhães.
Em abril de 1996 comandou uma rebelião de sete dias no Centro Penitenciário de Goiás (CEPAIGO), na cidade de Aparecida de Goiânia, quando ele e mais 43 detentos fugiram após fazer várias autoridades como refém, inclusive o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Desembargador Homero Sabino.
O criminoso conseguiu fugir ao fim da rebelião levando seis reféns. Durante a fuga, ele parou em um bar, deu autógrafos, comprou cigarros e bebidas. Ele foi recapturado um dia depois, em um posto de combustíveis de Porangatu, no norte do estado.
Pareja foi traído e morto na prisão em dezembro de 1996, por ter delatado um plano de fuga.
*Informações: Jornal Opção
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