Essa é a dor mais insuportável que uma pessoa pode sentir (não é de dente e nem do parto)
Conheça a dor considerada a pior que uma pessoa pode sentir, segundo a ciência.

Você já parou para pensar qual dor é considerada a mais difícil de aguentar? Se você acha que é a dor do parto ou a dor de dente, talvez se surpreenda com a resposta. Na verdade, a campeã nessa disputa é a neuralgia do trigêmeo.
Se você nunca ouviu falar sobre isso, não se preocupe, porque vamos explicar tudo direitinho. Sente-se confortavelmente no sofá e continue a leitura para entender o que faz essa dor ser tão temida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e relato de pacientes.
O que é a neuralgia do trigêmeo?
A neuralgia do trigêmeo é uma condição que afeta um nervo chamado trigêmeo, que tem um papel fundamental: ele carrega as sensações do rosto até o cérebro. Quando esse nervo fica irritado ou danificado, a consequência pode ser uma dor que muitos descrevem como um choque elétrico que atinge o rosto de forma repentina e intensa.
Imagine que, do nada, você sente como se seu rosto estivesse sendo atingido por uma descarga elétrica; é mais ou menos assim que os pacientes descrevem.
O nervo trigêmeo é extremamente sensível e, por isso, qualquer estímulo, mesmo pequeno, pode ser um gatilho para a dor. Coisas simples, como mastigar ou falar, por exemplo, podem fazer com que essa sensação apareça.
A intensidade é tão marcante que quem sofre com a neuralgia do trigêmeo costuma dizer que é a pior dor que já experimentou na vida. Carolina Arruda, uma médica veterinária de 27 anos, luta contra essa doença há cerca de 11 anos, depois de ter sido diagnosticada com ela.
Por que a neuralgia do trigêmeo é tão intensa?
A resposta está na própria função do nervo trigêmeo. Ele é responsável por transmitir informações sensoriais da face para o cérebro. Agora, imagine que um nervo com essa função está irritado.
Qualquer contato, por menor que seja, pode parecer uma verdadeira tempestade de choques. Essa sensibilidade exagerada acontece por várias razões, como a compressão do nervo por um vaso sanguíneo ou por doenças neurológicas.

Foto: Reprodução/ neurocirurgiasp.com.br
Ademais, a dor não dura só um momento e acaba. Ela vem em episódios que podem se repetir várias vezes ao longo do dia, deixando a pessoa com medo de fazer atividades normais, como comer ou conversar. É comum que, durante uma crise, o rosto fique sensível, e até um sorriso pode parecer doloroso.
A ciática é uma dor que também assusta
Embora a neuralgia do trigêmeo seja considerada a pior do mundo, não podemos esquecer de outra dor bem conhecida e que ocupa o segundo lugar nesse pódio: a ciática.
A ciática acontece quando o nervo ciático, que é o maior nervo do corpo, que vai da parte inferior das costas até os pés, é comprimido ou sofre irritação. Quando isso ocorre, a dor pode se espalhar da região lombar até as pernas e, em alguns casos, chega até os pés.
A dor ciática pode ser causada por diferentes problemas, como hérnia de disco, que pressiona o nervo, ou até mesmo pelo desgaste natural da coluna. A intensidade da dor varia, mas muitas pessoas relatam uma sensação que vai de uma pontada a uma queimação forte, que torna difícil até andar.
A dor também pode piorar quando a pessoa se move, espirra ou tosse, e isso acaba limitando as atividades diárias.
Como lidar com essas dores?
Ninguém gosta de viver com dor, e lidar com essas duas condições pode ser bem complicado. Por isso, é importante buscar ajuda médica logo no início dos sintomas. Para a neuralgia do trigêmeo, existem tratamentos que vão desde medicamentos até procedimentos mais específicos, como cirurgias, que podem ajudar a aliviar a pressão sobre o nervo.
No caso da dor ciática, o tratamento também pode incluir remédios, fisioterapia e, em casos mais complexos, cirurgia. Exercícios que ajudam a fortalecer a musculatura das costas e melhorar a postura são fundamentais para evitar que a dor volte.
Embora os tratamentos existam, é sempre bom lembrar que cada caso é único, e o que funciona para uma pessoa pode não ser tão eficaz para outra. Por isso, ter um acompanhamento médico é essencial para encontrar a melhor solução.
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