Adolescentes goianos estão acima do peso, revela pesquisa da UFG

Um levantamento feito pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde (Sisvan/MS) mostra que a obesidade está crescendo em Goiás. Nos últimos 10 anos, o índice do excesso de peso foi mantido apenas por crianças menores cinco anos.

Os dados foram estudados e divulgados pelo Atlas da Obesidade no Estado de Goiás. O projeto foi desenvolvido por pesquisadoras da Faculdade de Nutrição (Fanut) e do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com a Secretaria do Estado da Saúde de Goiás. 

A pesquisa mostrou ainda que os adolescentes goianos tiveram o maior incidência de sobrepeso e obsidade por faixa etária. Entre os anos de 2010 e 2020, o crescimento foi relativo de de 80%, passando de 18,2% em 2010 para 32,7% em 2020. 

Nas crianças de cinco a nove anos, o aumento foi 30%. Já nos adultos, o índice foi de 47% e nos idosos de 25%.  

(Foto: Reprodução)

Na pandemia, brasileiro bebeu mais, praticou menos exercícios físicos e ganhou peso

Os efeitos da pandemia na saúde dos brasileiros foram devastadores, mesmo entre aqueles que não contraíram a covid-19. Durante o ano de 2020, quando o Brasil passou mais tempo em isolamento social para frear o avanço do coronavírus, houve aumento no consumo excessivo de bebidas alcoólicas e no sedentarismo entre a população brasileira, o que desencadeou a elevação da taxa de pessoas com doenças crônicas, como a obesidade.

Os dados são da pesquisa de Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção: Tendências Recentes no Vigitel, realizada pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).

Em 2019, a obesidade atingia 20,3% dos adultos nas capitais do País, mas, em 2020, a doença passou a afetar 21,5% deste grupo, com maior prevalência nos Estados do Sul, Sudeste e Nordeste. Manaus (24,9%), Cuiabá (24,0%) e Rio (23,8%) lideram o ranking de maior incidência da obesidade. Até 2011, nenhuma capital havia ultrapassado 20%.

O índice nacional chega a quase o dobro do que foi registrado 14 anos antes, em 2006, quando só 11,8% da população era portadora desse tipo de comorbidade.

O ano marca a primeira vez que foi feito o levantamento Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) pelo Ministério da Saúde, de onde os dados do IEPS foram extraídos. Foram entrevistadas 27 077 pessoas nesta edição do estudo.

Alerta


Em matéria publicada no Jornal O Estado de S. Paulo, especialistas afirmam que a alteração no estilo de vida dos brasileiros, provocada pela pandemia, foi determinante para o surgimento – e até agravamento – de hábitos prejudiciais à saúde, assim como transtornos psíquicos que desencadeiam outras doenças.

O psiquiatra Guido Palomba, da Associação Paulista de Medicina, vê relação direta entre a pandemia e a alta da taxa de doenças crônicas. Para ele, isso ocorre porque as pessoas precisam restringir a locomoção e lidar com a superexposição a notícias negativas, o que desencadeia transtornos psiquiátricos que colaboram para surgirem comorbidades.

A demanda excessiva de trabalho criada pelo home office também é apontada pelo psiquiatra como fator inerente ao “novo normal”, que estimula hábitos pouco saudáveis. “Alimentação e álcool são formas de gratificação em momentos ruins. Consequentemente, há aumento de obesidade, diabete e problemas cardíacos”, afirma.

 

Diagnóstico

Beatriz Rache, mestre em Economia pela Universidade Columbia (EUA) e autora da pesquisa do IEPS, destaca o aumento dos fatores de risco à saúde, como o consumo de ultraprocessados (biscoitos, chocolate, salsicha, margarina, entre outros), em praticamente todos os segmentos da pesquisa. Só o tabagismo se manteve estável em 2020 ante 2019. Em contrapartida, o consumo abusivo de álcool partiu de 18,8% para 20,4%, mesmo cenário observado em relação ao sedentarismo (de 13,9% para 14,9%).

“A gente vê, entre 2019 e 2020, piora de todos os indicadores de riscos comportamentais e, por isso, é possível associar ao aumento da obesidade. Apesar de a Vigitel não permitir fazer essa correlação, os dados mostram que a pandemia parece estar associada aos resultados de 2020, ano tanto de estresse econômico quanto sanitário”, afirma Beatriz.

 

 

Imagem: Reprodução

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Apenas 10% dos casos de obesidade são causados por fatores genéticos, diz estudo

O documentário Muito Além do Peso fala sobre a atual situação de um terço das crianças brasileiras, em relação ao seu peso. Sendo esta, a primeira geração a apresentar doenças que, até então, eram restritas aos adultos, como depressão, diabetes e problemas cardiovasculares.

Em entrevista ao Pensar Contemporâneo, a diretora Estela Renner, ressaltou alguns pontos importantes a serem observados:

“Os dados apresentados no filme são alarmantes: 56% das crianças brasileiras com menos de um ano bebem refrigerante – até mesmo em mamadeira e 30% estão acima do peso. A proporção é de que, em cada cinco crianças obesas, quatro serão obesas no futuro.”

Dois pontos importantes que, principalmente os pais devem se atentar, são o fato de que a famosa fase do “estirão” (crescimento rápido e repentino, traduzido como a chegada da puberdade) não deve ser pensado como ‘solucionador de problemas’, como a dimunição do colesterol alto; outro ponto é a genética, muitos pais acreditam que filhos obesos podem ser resultado de genes ‘defeituosos’ mas, essa ideia não é comprovada em números.

“Poucos sabem que o fator genético ocupa somente 10% dos casos e que a obesidade e o sobrepeso podem também ser domados com uma reeducação alimentar”.

O filme vem com objetivo de informar às famílias sobre o assunto e conscientizar a necessidade da educação alimentar de seus filhos, especialmente no ambiente doméstico, além da publicidade innfantil.

“É preciso regulamentar a publicidade dirigida às crianças urgentemente. Não podemos mais deixar que os pais sozinhos enfrentem esta batalha só porque eles são os pais das crianças. Os pais precisam de ajuda porque as crianças precisam de ajuda”.

Para Renner, a imagem do bebê em seu primeiro ano de vida, bebendo refrigerante é a mais chocante.

“Um dos nossos primeiros contatos com o mundo é por meio do aleitamento materno e é um momento fundamental de reconhecimento e formação da relação mãe e filho. Além de chocante do ponto de vista da saúde, acho muito simbólico, do ponto de vista das relações que estamos criando, ter um produto tão cheio de químicos já intrometido entre mãe e filho”, disse a diretora.

capa: youtube / evie’s first sip of coke

Confira o documentário na íntegra:

Muito Além do Peso

Pet na gestação combate alergia e obesidade, aponta pesquisa

Com Correio Braziliense

Segundo a epidemiologista pediátrica Anita Kozyrskyj, maior especialista mundial na microbiota intestinal (conjunto de bactérias que habitam os intestinos), a criança cria uma imunidade precoce quando é exposta desde a gestação até os 3 meses de vida à sujeira do pelo e das patas dos animais.

De acordo com dados recolhidos ao longo de 20 anos de estudo, as crianças que tinham pets em casa apresentavam duas vezes o número de bactérias responsáveis por diminuir os riscos de desenvolvimento de alergia e obesidade.

Então futuras mamães nada de usar aquela desculpa cruel de “estou grávida e por isso estou me desfazendo do meu cachorro/gato”.

(Foto: Crédito: Ivette Ivens/Reprodução)

 

Companhias aéreas propõem taxas extras para transportar obesos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a obesidade mais do que dobrou em todo o mundo desde 1980. No ano de 2014, aproximadamente 1,9 bilhão de adultos estavam acima do peso – e mais de 600 milhões eram considerados obesos, segundo o R7.

Agora este assunto chegou nas discussões das companhias aéreas, e têm causado muita polêmica no cenário de viagens já que há um conflito entre os direitos dos passageiros e as necessidades de cada empresa.

 

Os assentos, no geral, têm uma largura que vai de 42 a 46 centímetros – o que não é suficiente para um determinado tipo de público.

 

Os argumentos são contrastantes, já que os defensores dos obesos dizem que o problema deve ser tratado como distúrbio de saúde, enquanto quem zela pelos passageiros em geral afirmam que a maioria dos aviões não possuem capacidade de acomodar tamanhos variados.

Para evitar transtornos, as mais variadas companhias solicitam que passageiros com sobrepeso comprem dois assentos, de forma a garantir sua segurança e seu conforto.

Algumas pessoas sugerem que se trata de uma questão econômica, e não discriminatória: quanto mais peso, mais combustível é utilizado. No entanto, não é absolutamente claro em quanto o peso dos passageiros realmente interfere em custos operacionais.

“A a diferença real varia a cada voo e é relativamente pequena. Em um voo normal de um Boeing 737 entre Boston e Denver, por exemplo, um aumento de 100 kg faria o consumo de combustível subir de US$ 3 a US$ 5”, calcula o especialista Peggy Howell, da NAAFA.

A empresa Samoa Air resolveu acabar com o problema, e agora oferece uma fileira de assentos extra-grandes (com largura de 30 a 36 centímetros mais ampla do que o normal). Dessa forma, a companhia garante que não há discriminação nem embaraço aos passageiros. 

 

Algumas soluções já existem em projetos. Em 2015, por exemplo, a companhia alemã SII Deutschland SANTO Seat apresentou uma nova forma de equipamentos para o conforto do passageiro. Nesse projeto o assento é 1,5 mais largo que a média, e seu foco é acomodar com segurança passageiros viajando em condições diferentes; como crianças de colo ou clientes acima do peso.

 

O que você acha dessa discussão?

Datena fará redução de estômago para perder 30 quilos

O apresentador José Luiz Datena disse na tarde desta quarta-feira (7) que terá de fazer a cirurgia bariátrica com o objetivo de controlar o diabetes, e avisou que, se não fizer o procedimento, irá morrer.

“Eu vou ser obrigado a fazer uma cirurgia que é para emagrecer, questão de saúde, porque eu tenho diabetes. Se eu não fizer essa cirurgia, eu morro”, alertou Datena durante o “Brasil Urgente”, programa policial da TV Bandeirantes. “Vou ficar magrão, parecendo o Brad Pitt”, completou, logo em seguida, em tom de brincadeira.

Além do fator saúde, o apresentador acredita que “todo mundo gosta de ficar bonito, de passar bem”, e que “gordura atrapalha as pessoas, traz uma série de problemas”.

Datena terá de emagrecer cerca de 30 quilos com a cirurgia bariátrica, a mesma que fez Faustão — em 2009, ele perdeu 40 quilos num procedimento semelhante.

Beber vinho antes de ir para a cama ajuda a perder peso, diz estudos

A ciência já comprovou que o vinho pode ser um bom remédio para o coração e pode ajudar a prevenir outras doneças, tudo com moderação, claro.

A nova descoberta é que a bebida dos deuses pode auxiliar na perda de peso se for ingerida antes de dormir.

A pesquisa realizada pela Washington State University e divulgada recentemente no International Journal of Obesity revelou que o resveratrol, substância encontrada na casca e na semente de uvas pretas e vermelhas, é capaz de converter o excesso de gordura branca em gordura marrom, e essa gordura é mais fácil de ser eliminada pelo organismo.

O resveratrol é um polifenol, que age como antioxidante e pode ser encontrado na maioria das frutas, principalmente nas escuras ou de cascas escuras, como amora, morango e até maça.  “Os polifenóis em frutas aumentam a oxidação de gorduras na dieta de modo que o corpo fica sobrecarregado”, afirmou Min Du, professor e cientista da Washington State University. Segundo ele, converter gordura branca em gordura marrom auxilia na queima lipídios e ajuda a manter o corpo em equilíbrio e prevenir a obesidade e disfunção metabólica.

Cientistas da Universidade de Harvard também estudaram uma amostra de 20 mil mulheres durante um longo período de mais de 13 anos e concluíram que aquelas que bebiam uma média de duas taças de vinho ao dia reduziam significativamente suas probabilidades de ficarem obesas, bem como padecer de algumas das doenças relacionadas.

Outro estudo, neste caso da Universidade Estatal do Oregon, também chegou à conclusão de que tomar vinho pode contribuir à queima de gorduras no corpo. Os cientistas anunciaram que o consumo de uvas escuras, como as que são utilizadas para produzir o vinho tinto, podem ajudar às pessoas com obesidade a queimar gordura mais rápido se ademais se manterem uma dieta relativamente balanceada.

 

Obesidade: 11 passos para combater o mal do século

11 de outubro é o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Mais do que uma mera questão estética a obesidade é uma doença complexa, que envolve inúmeros fatores físicos, orgânicos e emocionais. Permanecer focado nos objetivos para superar esta condição é um processo contínuo e demorado. É necessário motivação e força de vontade para seguir em frente e superar eventuais dificuldades, mas o resultado final certamente valerá a pena. 

Que tal aproveitar a data e começar hoje mesmo a cuidar melhor de você? Abaixo, 11 dicas importantíssimas para combater a obesidade:

 

1 – Seguir um plano de alimentação adequado

Para lutar contra esta doença, é importante fazer escolhas alimentares corretas, capazes de manter as necessidades calóricas e nutricionais equilibradas.

Uma dieta saudável deve conter alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e grãos integrais; fontes de proteína magra como peixe e carne branca; e gorduras saudáveis, como nozes, azeite, abacate, salmão e óleo de linhaça. Sempre que possível, produtos como o sal, açúcar e carboidratos refinados devem ser evitados. Mas, como cada caso é um caso, é importante consultar um nutricionista, pois só um profissional consegue sugerir um plano de alimentação adequado.

 

2 – Controlar o tamanho das porções

Para além do tipo de alimentos que se podem consumir, é também muito importante analisar a quantidade. Assim sendo, controlar o tamanho das porções servidas em cada refeição é fundamental nos processos de manutenção e perda de peso. Por vezes, ainda que a pessoa esteja satisfeita com a quantidade de alimentos ingerida, o facto de restarem alimentos no prato pode induzi-la a continuar a comer.

Desta forma, a melhor maneira de controlar o peso e evitar a obesidade é optar por porções pequenas e limitadas, para ter controlo do que se ingere e facilitar o funcionamento do processo digestivo do organismo.

 

3 – Praticar atividades físicas

Está provado que praticar exercício físico é benéfico para o corpo e para a mente. No combate à obesidade, esta prática ajuda no processo de emagrecimento e na manutenção do peso perdido, pois acelera o metabolismo, impulsionando a queima de gorduras e calorias. Além disso, o exercício regular não só permite que o organismo funcione melhor, como fortalece o sistema imunológico, aumentando a boa disposição e os níveis de energia. A par de uma boa alimentação, praticar exercício físico é o melhor aliado no combate à obesidade.

 

4 – Fazer um histórico do peso corporal

Manter um histórico do peso corporal e verificar regularmente se houve alguma variação significativa na balança, permite que seja feito um controlo periódico, evitando que haja um ganho de peso progressivo e descontrolado. Aponte as medidas corporais e o peso num bloco de notas ou em suporte digital, e atualize estes dados semanalmente.

 

5 – Dormir melhor

A falta de sono pode causar impactos no organismo, interferindo diretamente na libertação de grelina e leptina, hormonas relacionadas com o apetite.

Enquanto a grelina sinaliza ao cérebro que é hora de comer, a leptina é responsável pela sensação de saciedade. Quando ocorre privação de sono no organismo, o corpo aumenta a produção de grelina e diminui os níveis de leptina, levando a pessoa a comer mais e, consequentemente, ao aumento de peso.

 

6 – Controlar o stress

Atualmente, existem vários estudos que ligam o alto nível de stress à obesidade. Está provado que em situações stressantes as pessoas têm tendência a comer mais e fazer escolhas de alimentos mais calóricos, como também foi estabelecido que nesses momentos ocorre um aumento dos níveis de cortisol no organismo, uma substância também conhecida como a hormona do stress. O cortisol, para além de estimular o apetite, ajuda à proliferação das células de gordura. Portanto, se quer perder peso, pense bem antes de se enervar…

 

7 – Alimentar-se em intervalos regulares

Para além de favorecer a acumulação de gordura abdominal, o jejum prolongado pode contribuir para o aumento de peso, estimulando a libertação de hormonas que provocam a sensação de fome. Passar muitas horas sem comer pode tornar o metabolismo corporal mais lento, o que não ajuda na eliminação das calorias.

 

8 – Beber muita água

Há vários estudos que indicam que utilizar a água como fonte primária de hidratação pode contribuir para o processo da perda e manutenção do peso corporal. Para além de não ter calorias, a água pode auxiliar na eliminação do excesso de líquidos e toxinas acumuladas no organismo. Aliado a isso, beber água constantemente proporciona uma sensação maior de plenitude, diminuindo o apetite e facilitando o processo de emagrecimento.

 

9 – Evitar dietas restritivas

Ainda que muitas vezes possam produzir um resultado rápido e satisfatório, as dietas que limitam muito o consumo ou a quantidade de certos grupos alimentares, são prejudiciais para o corpo e para a saúde. O peso perdido é recuperado em pouco tempo, muitas vezes com o acréscimo de alguns quilos ao peso que a pessoa tinha inicialmente. Para além do peso, estas dietas podem afetar também a motivação e a autoestima de quem as pratica.

 

10 – Reduzir o consumo de açúcar

Para além de possuir um sabor agradável, que leva a pessoa a querer comer cada vez mais, o açúcar representa uma das principais fontes de carboidratos refinados e, como tal, a sua função primária é fornecer energia ao organismo. No entanto, e ao contrário da gordura, o açúcar é rapidamente assimilado pelo organismo. Durante o seu processo de metabolização e digestão, há um aumento dos níveis de insulina no organismo, fazendo com que surja uma maior vontade da ingestão de alimentos e, consequentemente, um aumento do peso corporal.

 

11 – Procurar ajuda e acompanhamento profissional

Fuja das fórmulas mágicas e da automedicação. A orientação médica, de um nutricionista e de um profissional de educação física pode ajudar em resultados mais eficientes e garantir sua saúde.