22/10/2018 22:55
Turismo / Turismo em Goiás

Descobrimos uma cachoeira quase intocável no lado oeste do cerrado goiano

Escondidas dentro da mata, são 2 quedas d’água formando piscinas naturais de água cristalina

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por Curta Mais

O interior de Goiás esconde belezas praticamente inexploráveis, principalmente quando o assunto é cachoeira. Descobrimos mais uma raridade no meio do cerrado goiano, dessa vez fora do eixo Pirenópolis e Chapada dos Veadeiros.

O Curta Mais está fazendo uma série de reportagens no assentamento Padre Nilo Scur, uma comunidade de sitiantes no interior de Goiás, mais precisamente entre os municípios de Iporá e Amorinópolis, região oeste do estado. Depois de acompanhar a safra do pequi na região e aprender uma receita genuinamente goiana, conhecemos a cachoeira do Divino, um verdadeiro tesouro escondido.

Na verdade, o lugar ainda não tem nome definido. É chamado de Divino (por enquanto) porque fica dentro das terras do Sr. Divino, um modesto sítio dentro do assentamento. Não fosse pelo proprietário, o nome também honra a beleza do lugar. É realmente uma obra divina!

De novembro a março é a melhor época do ano para conhecer as cachoeiras, quando as constantes chuvas garantem quedas abundantes.

Como chegar sem trilha definida

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Para chegar à cachoeira do Divino, não tem muito caminhada. O trajeto é de carro mesmo até a cidade de Amorinópolis, há 130 km de Rio Verde. A cidade não tem placas indicativas para a cachoeira, é preciso perguntar para os moradores qual a saída para o Assentamento e, há 20km em estrada de chão, entrar para o sítio do sr. Divino. Da cidade ao lugar dá para ir de bike, para quem curte um pouco mais de aventura.

Ao chegar no sítio do Divino, tem uma caminha de cerca de 500 metros até a cachoeira. Mas é necessário um guia, preferencialmente alguém que conhece o local, pois não há trilha bem definida até a queda d’água. O caminho é de fácil acesso, por dentro do cerrado, mas se perde facilmente se não conhecer.

As cachoeiras

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O final da trilha é a cabeceira da cachoeira. Você chega pelo topo dela, numa riacho de água cristalina, formando uma piscina rasa e com muita sombra. Para avistar finalmente a exuberante cachoeira, é preciso se aventurar 100 metros de descida pela mata. Isso mesmo, as cachoeiras ficam escondidas dentro da mata. Só se conhece se adentrar mesmo.

Por este motivo, um dos melhores horários para visita-las é entre 12h e 14h da tarde, quando o sol está mais alto no céu e ilumina as águas e as pedras. Após estes horários, o local se preenche de sombra.

A primeira cachoeira avistada é a maior delas. Com aproximadamente 7 metros de altura, parece uma escadaria gigante de três enormes degraus que “amortecem” a forte queda d’água. Nela, é possível sentar embaixo das quedas e tomar um banho relaxante. Também forma uma piscina natural com 1 metro de profundida no máximo e areia no fundo para quem não abre mão de um mergulho.

A segunda cachoeira não tem trilha, fica 100 metros mais abaixo. Para conhecê-la tem que seguir o curso do rio, beirando a mata a pé mesmo. É preciso virar o próprio Tarzan e descer segurando em árvores para ficar diante dela. Não é simples chegar lá, mas vale o médio esforço pela beleza do lugar. Essa segunda queda d’água é menor, de 3 metros de altura aproximadamente, mais com maior intensidade de queda d’água. Perfeita para aquele banho de descarrego mesmo. Ela também forma uma pequena piscina natural e pedras em seu redor para sentar e contemplar sem pressa a beleza divina desse lugar quase intocável.

Confira fotos da repórter nesse lugar divino, quase intocável, no lado oeste do cerrado goiano:

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