Alimento simples pode proteger o cérebro e retardar a demência, segundo estudo de Harvard

Um alimento comum na mesa dos brasileiros pode ter um papel poderoso na saúde do cérebro. Pesquisas recentes mostram que o consumo diário de azeite de oliva está associado à redução do risco de morte relacionada à demência. O estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Harvard e publicado na revista JAMA Network Open, acompanhou mais de 92 mil adultos ao longo de quase trinta anos.
Os resultados chamam atenção. Pessoas que incluíam mais de sete gramas de azeite por dia — o equivalente a meia colher de sopa — apresentaram menor risco de desenvolver doenças neurodegenerativas. Ou seja, pequenas quantidades do óleo, quando consumidas regularmente, parecem exercer um efeito protetor no cérebro e no sistema cardiovascular.
O que explica esse efeito protetor contra a demência?
Segundo os pesquisadores, o azeite extravirgem é rico em compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, como polifenóis e vitamina E. Essas substâncias ajudam a preservar as células cerebrais, combater inflamações e manter os vasos sanguíneos saudáveis. Além disso, atuam contra os processos que causam a degeneração neuronal – base de doenças como o Alzheimer.
Mesmo após considerar fatores genéticos, como a presença do gene APOE ε4 (associado ao maior risco de demência), a relação positiva entre o consumo do azeite e a proteção cerebral se manteve. Isso indica que o alimento pode agir de forma independente, contribuindo para retardar o avanço da doença.

Azeite diário pode reduzir risco de demência, revela estudo de Harvard. Foto: Divulgação
Pequenas trocas que fazem diferença
Outro ponto interessante da pesquisa é a substituição de gorduras. Ao trocar margarina ou maionese por azeite — apenas cinco gramas por dia — o risco de morte por demência caiu entre 8% e 14%. Já substituir manteiga ou óleos vegetais não trouxe o mesmo efeito.
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Esses resultados sugerem que o azeite não é apenas um ingrediente, mas um marcador de um estilo de vida mais saudável. Ele combina especialmente bem com dietas equilibradas, como a mediterrânea, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e peixes.

O segredo mediterrâneo que ajuda a preservar a memória e o coração. Foto: Divulgação
Um hábito simples com grandes impactos
Mais do que um tempero, o azeite de oliva se mostra um aliado da longevidade e do bem-estar. Incorporar pequenas quantidades diariamente, seja na salada, nos legumes ou até no pão, pode ajudar a proteger o cérebro e o coração, além de reduzir inflamações que aceleram o envelhecimento.
Pequenas atitudes à mesa podem representar grandes investimentos na saúde. Como reforçam os pesquisadores, o azeite é um símbolo de equilíbrio e de cuidado com o corpo e a mente.

