Goiás alcança menor taxa de analfabetismo da história e bate recorde de escolaridade

Aprender a ler e escrever transforma vidas. E os números mais recentes da educação em Goiás mostram que cada vez mais pessoas estão tendo acesso a essa oportunidade. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o estado alcançou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Educação).
O percentual de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever caiu para 3,5%, o menor índice já registrado em Goiás. O resultado representa cerca de 207 mil pessoas e confirma uma trajetória contínua de avanço educacional observada ao longo da última década.

Foto: Governo de Goiás
Além disso, a pesquisa traz outro dado relevante. O número de jovens que não estudam nem trabalham atingiu o menor nível da história do levantamento. Ao mesmo tempo, a escolaridade média da população adulta também bateu recorde.
Redução histórica do analfabetismo
Os números mostram uma transformação significativa no cenário educacional goiano. Em 2016, a taxa de analfabetismo era de 5,9%. Nove anos depois, o índice caiu para 3,5%, representando uma redução de aproximadamente 41%.
O resultado coloca Goiás entre os estados que conseguiram ampliar o acesso à educação e reduzir gradativamente o número de pessoas sem alfabetização básica.

Foto: Governo de Goiás
Especialistas apontam que parte dessa evolução está relacionada ao aumento do acesso à escola entre as gerações mais jovens. Enquanto isso, os índices mais elevados continuam concentrados entre a população idosa, que enfrentou maiores dificuldades de acesso à educação em décadas passadas.
Entre os goianos com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo ainda é de 12,3%. Apesar disso, o grupo também apresentou melhora em relação ao ano anterior.
Escolaridade da população bate recorde
Outro indicador que chamou atenção no levantamento foi o crescimento do nível de instrução da população adulta.
Entre os moradores de Goiás com 25 anos ou mais, 32,5% concluíram o ensino médio. Trata-se do maior percentual já registrado pelo IBGE no estado.

Além disso, o acesso ao ensino superior também avançou. Atualmente, 21,7% dos adultos possuem diploma universitário. Em 2016, esse percentual era de apenas 14,4%.
O crescimento demonstra que mais pessoas estão permanecendo na escola por mais tempo e ampliando suas oportunidades de qualificação profissional.
Menos jovens fora da escola e do mercado
Uma das informações mais positivas da pesquisa envolve a juventude goiana.
Pela primeira vez desde o início da série histórica, o percentual de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham caiu para 14,1%. O índice representa cerca de 239 mil pessoas e é o menor já registrado pelo levantamento.
Ao mesmo tempo, aumentou o número de jovens que conciliam estudos e trabalho, além daqueles que permanecem exclusivamente dedicados à formação educacional.
O resultado acompanha uma tendência observada em todo o país e reforça sinais de maior inserção dos jovens em atividades educacionais e profissionais.
Desafios ainda permanecem
Apesar dos avanços, a pesquisa mostra que alguns desafios continuam presentes.
O acesso às creches ainda está abaixo da meta prevista pelo Plano Nacional de Educação. Em Goiás, apenas 32,6% das crianças de até três anos frequentam instituições de educação infantil, enquanto a meta nacional é de 50%.
O ensino médio também exige atenção. Embora tenha registrado crescimento importante nos últimos anos, a taxa de frequência adequada dos estudantes de 15 a 17 anos ainda está abaixo do objetivo definido pelo Plano Nacional de Educação.
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Outro ponto destacado pelo levantamento envolve as desigualdades raciais. A taxa de analfabetismo entre pessoas pretas e pardas continua superior à registrada entre pessoas brancas, refletindo diferenças históricas de acesso à educação.
Educação como motor de transformação
Os números divulgados pelo IBGE mostram que Goiás avança de forma consistente em indicadores fundamentais para o desenvolvimento social e econômico.
A redução do analfabetismo, o aumento da escolaridade e a diminuição do número de jovens fora da escola e do mercado de trabalho refletem mudanças que impactam diretamente a qualidade de vida da população.
Ao mesmo tempo, os dados reforçam a necessidade de ampliar políticas voltadas à educação infantil, à permanência dos estudantes no ensino médio e à redução das desigualdades educacionais.
Afinal, cada novo leitor, cada diploma conquistado e cada jovem que permanece estudando representam mais oportunidades para o futuro do estado.
