Prepare o bolso: Spotify deve mudar seus preços e planos em breve

Em 2023, o Brasil já constava como a 10ª mensalidade mais cara do Spotify no mundo todo, no comparativo em dólar

Thaís Muniz
Por Redação Curta Mais
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O Spotify está preparando mudanças significativas em seus preços e planos, visando melhorar sua rentabilidade a longo prazo. Pelo menos, é isso que aponta uma uma reportagem da Bloomberg.

Essas alterações incluem um aumento nos preços em mercados-chave e a introdução de novos planos para se encaixar à nova realidade dos serviços da empresa.

Citando “fontes confiáveis”, o veículo especializado em economia apontou que o Spotify planeja aumentar os preços em cerca de US$1 a US$2 por mês em cinco praças até o final de abril, incluindo o Reino Unido, Austrália e Paquistão. O Brasil, por enquanto, não está na lista da empresa.

Posteriormente, os preços serão elevados nos Estados Unidos, seu maior mercado, ainda este ano. Esta mudança levou as ações do Spotify a subirem 4,6%, atingindo US$281,92 em Nova York.

Com a expansão do Spotify, crescem também os preços

Essa medida de aumento de preços visa cobrir os custos dos audiolivros, um serviço introduzido no final do ano passado em alguns países. O Spotify oferece aos clientes até 15 horas de audiolivros por mês como parte de seu plano pago. Para os ouvintes que excedem esse limite, o Spotify cobra um extra, mas agora planeja incluir os custos desses audiolivros nos novos preços.

Além do aumento nos valores, o Spotify está introduzindo um novo plano básico que oferecerá música e podcasts, excluindo os audiolivros, pelo preço atual de US$11 por mês do plano premium individual. Os usuários desse plano precisarão pagar separadamente pelos livros.

Essas mudanças refletem uma estratégia mais ampla do Spotify para diversificar sua oferta de entretenimento. Após anos focado principalmente em música, a empresa expandiu para o mundo dos podcasts e, mais recentemente, para os audiolivros e vídeos.

Essa expansão, embora bem-sucedida em termos de consumo, levou a preocupações da indústria musical sobre a redução de royalties.

Apesar disso, o Spotify continua a crescer, com 602 milhões de usuários no final de 2023, incluindo 236 milhões de assinantes premium.

A empresa confia na aceitação dessas mudanças de preço, especialmente após o sucesso do aumento de preços implementado no ano passado – inclusive no Brasil.

Em 2023, o nosso país já constava como a 10ª mensalidade mais cara do Spotify no mundo todo, no comparativo em dólar. Para quem ganha em real, isso pode fazer toda a diferença.

Streaming cada vez mais caro

É importante observar que concorrentes como a Apple e a Amazon também aumentaram os preços de seus serviços de música recentemente. Essas mudanças indicam uma tendência da indústria em busca de modelos de negócios mais rentáveis.

No entanto, o impacto dessas mudanças nos usuários ainda está por ser visto. O aumento dos preços pode afetar a fidelidade dos assinantes, especialmente em um mercado competitivo. A reação dos ouvintes será crucial para determinar o sucesso dessas alterações de preço no longo prazo.

 

*Fonte: TMDQA

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