Saiba quais profissões vão resistir ao avanço da Inteligência Artificial, segundo Bill Gates

Áreas fundamentais para o futuro da sociedade, oferecem vasto potencial de desenvolvimento humano e científico

Thaís Muniz
Por Redação Curta Mais
Saiba quais profissões vão resistir ao avanço da Inteligência Artificial, segundo Bill Gates

Bill Gates, cofundador da Microsoft e um dos maiores entusiastas da inteligência artificial (IA) no mundo, recentemente detalhou em seu blog três áreas que, segundo ele, continuarão a crescer e a oferecer oportunidades de trabalho, mesmo com a expansão da automação e das tecnologias de IA.

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Essas áreas, fundamentais para o futuro da sociedade, oferecem vasto potencial de desenvolvimento humano e científico. São elas: o setor de energias alternativas, a área de biociências da saúde e o próprio campo de desenvolvimento da IA.

No desenvolvimento de energias alternativas, a necessidade de mitigar os impactos das mudanças climáticas e reduzir a emissão de gases do efeito estufa já impulsiona uma busca global por fontes de energia mais limpas e sustentáveis.

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O setor é impulsionado por tecnologias como a energia solar e eólica, mas ainda requer fontes mais confiáveis para os períodos em que não há luz solar ou vento.

Entre as alternativas promissoras, destaca-se a energia nuclear. Gates fundou a TerraPower em 2008, empresa que aposta na energia nuclear como fonte estável e limpa, e cuja primeira usina moderna deverá ser inaugurada em 2030, no estado de Wyoming, nos Estados Unidos.

Usinas nucleares podem ser uma resposta robusta, oferecendo energia limpa de forma contínua, dia e noite, em qualquer época do ano.

Avanços na biociência da saúde e o papel da IA

Outro setor destacado é o das biociências da saúde, considerado essencial para o bem-estar global e com um enorme potencial de crescimento nos próximos anos.

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O uso de IA na biociência pode transformar o desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas e terapias, acelerando a análise de grandes volumes de dados e facilitando descobertas científicas. No caso das vacinas para a Covid-19, por exemplo, a IA ajudou a reduzir significativamente o tempo de pesquisa e desenvolvimento.

Além disso, projetos de ultrassom operados por IA já em uso na Índia estão mostrando potencial para detectar gravidezes de risco, adaptando-se ao nível de experiência dos profissionais, de enfermeiros a médicos. Esse tipo de tecnologia promete tornar o atendimento de saúde mais acessível e eficiente.

Para doenças que afetam as populações mais pobres, como Aids, tuberculose e malária, é necessário manter investimentos em pesquisa para superá-las. Vacinas e medicamentos avançados são essenciais nesse combate, e a fundação Bill & Melinda Gates Foundation tem priorizado esses estudos, aplicando IA para agilizar descobertas.

No futuro, espera-se que a IA desenvolva ferramentas específicas ajustadas às necessidades culturais e sociais de cada região, como exemplifica um aplicativo paquistanês que responde a comandos de voz em urdu para facilitar o acesso a informações médicas.

Desenvolvimento contínuo da IA e seu impacto na sociedade

O terceiro campo que promete se manter relevante é o do próprio desenvolvimento da IA. Mesmo substituindo muitas tarefas humanas, a IA depende da criatividade e da inovação para avançar. Esse campo está em constante expansão, e o cofundador da Microsoft acredita que estamos prestes a ver uma aceleração nas descobertas científicas devido ao potencial da IA.

No longo prazo, a IA pode reduzir o tempo entre o desenvolvimento de uma nova tecnologia e sua chegada a regiões menos desenvolvidas. Um exemplo de sua adaptação prática está no setor educacional, onde já contribui na criação de currículos personalizados para diferentes perfis de alunos.

A adaptação da IA às características culturais e linguísticas de diferentes populações é outro ponto essencial. No Paquistão, por exemplo, um aplicativo de saúde utiliza comandos de voz em urdu, atendendo à preferência dos usuários por mensagens de voz.

Essa personalização torna a tecnologia mais eficaz e acessível, especialmente em populações que enfrentam barreiras linguísticas e tecnológicas.

Diferenças no ritmo de adoção da IA entre países

Em países de alta renda, como os Estados Unidos, estima-se que o uso da IA será mais amplamente adotado até o fim de 2025. Já em países africanos, a adaptação pode ocorrer em um ritmo um pouco mais lento, com uma expansão mais expressiva prevista para 2026.

Ainda assim, a IA tem avançado mais rapidamente que outras tecnologias no passado, mostrando um potencial significativo para reduzir desigualdades globais.

No setor de saúde, as oportunidades de trabalho não se limitam apenas à pesquisa científica, mas também ao acompanhamento de pacientes, especialmente com o uso da IA para monitorar a saúde materna e identificar riscos precocemente.

A expansão do uso de IA em biociência pode acelerar o desenvolvimento de tratamentos e democratizar o acesso a diagnósticos em comunidades isoladas. Gates acredita que, em uma sociedade cada vez mais automatizada, a pesquisa científica e a educação serão pilares essenciais para preparar as próximas gerações para uma economia moldada pela IA e pela automação.

Assim, Gates reforça sua confiança de que, apesar do avanço das máquinas, o trabalho humano ainda será necessário para inovar e adaptar a IA às necessidades do mundo real.

A transformação no mercado de trabalho, segundo ele, exigirá um foco cada vez maior em áreas que demandem conhecimento técnico e cientistas e profissionais capacitados para operar e aprimorar essas novas tecnologias.

 

 

 

 

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