Nem cerveja, nem vodka: estudo aponta a bebida alcoólica que mais prejudica o fígado

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Nem cerveja, nem vodka: estudo aponta a bebida alcoólica que mais prejudica o fígado

Quando o assunto é saúde do fígado, muita gente acredita que cerveja ou vodka lideram a lista das bebidas alcoólicas mais prejudiciais. No entanto, estudos e especialistas indicam que outros destilados podem representar um impacto ainda maior para o organismo, principalmente quando consumidos com frequência e em grandes quantidades.

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O fígado é o principal responsável por metabolizar o álcool ingerido. Quanto maior a concentração de etanol na bebida, maior tende a ser o esforço exigido desse órgão. Além disso, a forma de consumo também influencia diretamente na velocidade com que o álcool chega à corrente sanguínea.

bebida

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Tequila e mezcal aparecem entre as bebidas mais agressivas

Entre as bebidas analisadas por especialistas, tequila e mezcal chamam atenção pelo elevado teor alcoólico, que normalmente varia entre 35% e 55%.

Produzidos a partir da destilação do agave, esses destilados concentram uma grande quantidade de etanol. Além disso, costumam ser consumidos em doses rápidas, os tradicionais “shots”. Esse hábito faz com que o álcool seja absorvido em pouco tempo, elevando rapidamente sua concentração no sangue e aumentando o trabalho do fígado.

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Essa combinação pode favorecer o acúmulo de gordura no órgão e elevar o risco do desenvolvimento da esteatose hepática alcoólica.

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Nem toda bebida alcoólica causa o mesmo impacto

Embora nenhuma bebida alcoólica seja considerada segura quando consumida em excesso, pesquisas sugerem que bebidas fermentadas, como cerveja e vinho, costumam provocar uma absorção mais lenta do álcool.

Isso acontece porque essas bebidas apresentam menor concentração alcoólica e, em muitos casos, são consumidas de forma mais gradual. Ainda assim, especialistas reforçam que o excesso de qualquer bebida alcoólica aumenta significativamente o risco de danos ao fígado.

Quais doenças o consumo excessivo pode causar?

O uso frequente de bebidas alcoólicas pode desencadear diferentes problemas hepáticos. Entre eles estão:

  • Esteatose hepática alcoólica, caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado.
  • Hepatite alcoólica, que provoca inflamação do órgão.
  • Fibrose hepática, marcada pela formação de cicatrizes que comprometem seu funcionamento.
  • Cirrose, estágio mais avançado da doença hepática, que pode levar à insuficiência do fígado.

Além das doenças hepáticas, o consumo abusivo de álcool também aumenta o risco de diversos outros problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e alterações neurológicas.

Existe consumo seguro?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado que não existe um nível totalmente seguro para o consumo de bebidas alcoólicas. Quanto menor a ingestão, menores tendem a ser os riscos para a saúde.

Especialistas recomendam que quem opta por consumir álcool faça isso com moderação, evite episódios de consumo excessivo e mantenha hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico quando necessário.

Mais importante do que escolher uma bebida considerada “menos prejudicial” é reduzir a frequência e a quantidade ingerida, preservando o funcionamento do fígado ao longo da vida.

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