Emocionante: Ao som dos Beatles, paciente imóvel de covid-19 ‘dança’

O paciente está consciente, mas necessita de tratamento intensivo. Enfermeiras registraram o momento em que ele mexe os pés animado com a música, é de arrepiar

Anna Júlia Steckelberg
Por Anna Júlia Steckelberg
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A cena é de arrepiar! Uma enfermeira compartilhou um vídeo emocionante que mostra um paciente com Covid-19, internado na UTI desde o dia 8 de abril, dançando ao som de Beatles. É isso mesmo e aconteceu em um hospital de Porto Alegre (RS).

Se antes o paciente passava a maior parte do tempo imóvel, respirando com a ajuda de um pulmão artificial, desta vez, se sentiu em uma pista de dança, ao ouvir a música “Twist and Shout”, clássico do rock na versão dos Beatles.

Internado com coronavírus em uma unidade intensiva do Hospital de Clínicas, de Porto Alegre, ele mexe as pernas e “dança”, mesmo deitado e respirando com auxílio de um pulmão artificial. A equipe de enfermagem colocou a música para tocar e viu o paciente curtindo os Beatles.

 
 
 
 
 
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A cena foi registrada no último dia 20 pelas enfermeiras Nívea Shayane Costa Vargas e Rani Simões de Rezende, e postada nas redes sociais. 

O homem faz tratamento com ECMO, como é mais conhecida a Oxigenação por Membrana Extracorpórea. O aparelho é utilizado quando o paciente está com a capacidade pulmonar reduzida, e age como um pulmão artificial, oxigenando o sangue de fora do corpo.

Internado desde 8 de abril, o homem já chegou ao Clinicas, transferido de outro hospital, em estado grave. Embora esteja consciente, não consegue falar, devido a uma traqueostomia.

No dia da gravação, as enfermeiras perceberam que ele mexia com os pés ao som de uma música que tocava ao fundo.

“A gente ficou perguntando o que houve, se estava com dor, frio, coceira. Na hora a Rani chegou e entendeu que ele estava dançando. Ele confirmou, encheu os olhos de lágrimas e continuou super empolgado, dançando”, conta Nívea ao G1, que divide o turno com Rani e mais uma enfermeira, para tomar conta de 10 pacientes da CTI Covid.

“Ela [Rani] perguntou qual tipo de música ele gostava. Se gostava de Beatles, ele confirmou. A Rani botou no celular dela e ele começou a mexer o pé mais animado ainda”, comenta.

Nívea conta que momentos assim ajudam a amenizar o sofrimento da internação pela doença. Sempre que um paciente está acordado e em condições favoráveis, as enfermeiras procuram ligar músicas, conversar, mostrar fotos no celular. “Naquele momento, somos a família deles”.

E para as equipes de saúde, ver um paciente dançando representa um alívio do peso e da tristeza que a doença traz, como conta Rani.