6 lugares para visitar em Goiânia sem precisar sair da Avenida Anhanguera

Um roteiro simples e proveitoso que vai das compras à visita a monumentos históricos

Redação Curta Mais
Por Redação Curta Mais
11d65cad53203cbcc94ae5af2cce4bbe

A Avenida Anhanguera é uma das avenidas mais antigas de Goiânia,  idealizada lá no plano piloto da cidade na década de 1930. Hoje se tornou uma das principais vias de comércio e de mobilidade na capital, sendo peça fundamental para o crescimento e consolidação para a região metropolitana.

 

Tendo aproximadamente 14 quilômetros de extensão, a Avenida percorre por 15 bairros goianienses e contempla alguns pontos turísticos que fazem parte da história cultural de Goiânia. Além do veículo comum como carros e motos, o percurso pode ser feito pelo transporte coletivo através do Eixo Anhanguera, no qual, em um valor cobrado de R$ 4.80 (cobrado atualmente), o passageiro consegue chegar em mais de 195 bairros que integram o centro da capital e municípios existentes no entorno, como Trindade, Senador Canedo e Goianira.

 

Por isso, o Curta Mais elaborou um roteiro de lugares localizados na Avenida Anhanguera que o goianiense pode contemplar de uma vez só e conhecer mais as histórias que marcaram a capital goiana:

 

1. Monumento Bandeirante Anhanguera

No cruzamento da Avenida Anhanguera com a Avenida Goiás, já podemos ver a história do Estado ser contada na época de sua descoberta. Na Praça Atílio Côrrea, há a escultura de Bartolomeu Bueno da Silva, criada pelo artista plástico Armando Zago e instaurada em 1942, durante a gestão do primeiro prefeito da capital, Venerando Borges.

 

A estátua de bronze possui três metros e meio de altura e menciona um dos primeiros bandeirantes que desbravou o interior do Brasil e chegou em solo goiano. Bartolomeu é conhecido pela lenda índigena, que relata sua ambição sobre as minerações de ouro contidas na região. De acordo com as informações, ele ameaçou os índios ao dizer que colocaria fogo nos rios, se caso não fosse revelado o esconderijo das minas.

 

O bandeirante pegou uma pequena vasilha, encheu-a de cachaça, colocou fogo e afirmou que faria o mesmo procedimento nas águas que serviam de alimento e sustento para o povo indígena. Este ato, fez com que os índios criassem um apelido sobre Bartolomeu, o chamando de Anhanguera, que significa ‘Diabo Velho’ na língua tupi guarani.

 

A lenda perdura até hoje e mesmo que não haja comprovações, o bandeirante ficou conhecido e se tornou história na capital. Portanto, segundo o Departamento de História da Universidade Federal de Goiás (UFG), o monumento representa apenas o filho de Bartolomeu, que possuía o mesmo nome e sobrenome do pai.

 

A estátua pode ser vista tanto na Avenida Anhanguera, como na Avenida Goiás.

 

Praça Atílio Correia Lima – Wikipédia, a enciclopédia livre
Monumento Anhanguera. Foto: Reprodução/Divulgação

 

Avenida Goiás - Praça do Bandeirante | Praça, Goiânia goiás, Cidade
Foto: Reprodução/Divulgação

2. Beco da Codorna

Considerado uma galeria a céu aberto, o local foi inaugurado em 2014, mas ganhou visibilidade apenas no ano seguinte. O espaço é contemplado por inúmeros desenhos, em sua maioria feitos por artistas goianienses, moradores e também membros da Associação dos Grafiteiros da capital. E que de certa forma, as artes expostas transmitem beleza e mensagens reflexivas para quem os observa.

 

O projeto, que foi idealizado por alunos de Publicidade e Propaganda, se tornou hoje um reflexo da tendência do urbanismo e ponto cultural em Goiânia E hoje, o espaço é usado para a realização de feiras especiais, shows de artistas locais e também ensaios fotográficos. 

 

As visitas ao local podem ser feitas gratuitamente durante todo o dia.

Beco da Codorna | Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer
Entrada do local. Foto: Reprodução/Divulgação

O que os grafites do Beco da Codorna mostram sobre sua percepção de Goiânia
Foto: Reprodução/Divulgação

3. Teatro Goiânia

Inaugurado em 1942 como um Cine Teatro, o lugar é hoje um dos pontos mais importantes na história de Goiânia. 

 

Localizado exatamente na Avenida Anhanguera com a Avenida Tocantins, o teatro possui capacidade de 850 pessoas e recebe os mais variados espetáculos e peças teatrais feitas pelo Brasil inteiro. Também, realiza exibições de filmes e é palco de importantes festivais de cinema, como Goiânia Mostra Curtas, um evento inteiramente regional.

 

O teatro chama atenção por sua arquitetura Art Déco, um estilo de artes visuais e design internacional que teve início em 1910 no continente europeu, pouco antes da Primeira Guerra Mundial. Alguns edifícios e arranha-céus situados em Nova York (Estados Unidos), como o Empire State, são monumentos feitos sob este estilo e que possuem semelhanças com o modelo usado aqui em Goiânia.

 

Por conta da situação atual de pandemia em Goiás, o Teatro Goiânia está realizando apenas eventos que podem ser feitos sem a presença do público, e consequentemente transmitidos via internet. Seu funcionamento é de segunda a sexta, entre às 8h da manhã e às 20h.


Teatro Goiânia divulga pauta de espetáculos para 2º semestre deste ano -  Jornal Opção

Teatro Goiânia comemora 75 anos como obra-prima do art déco da capital
Foto: Reprodução/Divulgação

4. Lago das Rosas
Localizado entre o Setor Oeste e o Centro da capital, Lago das Rosas foi o primeiro parque a ser construído na década de 40 em Goiânia. Este nome foi dado por causa de um jardim de rosas que havia no local antes do espaço ser transformado naquilo que é hoje. 

 

Sua área possui mais de 315 mil metros quadrados e abriga o principal e único Zoológico da capital, atraindo vários goianienses principalmente aos finais de semana. No parque, milhares de pessoas frequentam o local para praticar exercícios, como caminhada e ciclismo. Além disso, utilizam equipamentos de academia que estão disponíveis ao ar livre. 

 

Hoje, o cartão postal da capital possui curiosidades que são importantes para o município. A primeira, é que o lago situado no parque já foi utilizado por banhistas, principalmente por frequentadores e competidores do esporte aquático, e que hoje, é motivo de diversão. Os visitantes podem fazer passeios em pedalinhos sobre toda a região do lago, o valor cobrado é de apenas R$ 15 reais com duração de 15 minutos cada.

 

Já a segunda, é que o parque possui duas estruturas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O trampolim, que foi muito utilizado por competidores na época, e também, a mureta, localizada nas extremidades do parque e que possui aproximadamente 150 metros de extensão. A mureta tem em seus pilares a figura de uma flor, e os pontos cardeais e colaterais em seu centro que simbolizam a Rosa dos Ventos.

 

Estes dois monumentos foram construídos no estilo Art Déco, como já citados aqui.

 

Lago das Rosas: Um dos principais cartões-postais da cidade desde os anos 40
Foto: Reprodução/Divulgação

 

Amma suspende pedalinhos e anuncia reforma do Lago das Rosas, em Goiânia -  @aredacao
Foto: Reprodução/Divulgação

 

5. Camelódromo de Campinas

Inaugurado em dezembro de 1995, o Camelódromo foi o pioneiro no segmento de comércio popular na cidade, e ainda hoje é referência para vários outros estabelecimentos do gênero em todo o Estado como também em território nacional.

 

Localizado em frente a um dos terminais de ônibus mais importantes da capital, o local possui um área de 3.000 metros quadrados e abriga mais de 350 lojas dos mais diversos segmentos, sejam eles: eletrônicos, brinquedos, pesca, confecções, celulares, além de lanchonetes e sorveterias.

 

O seu crescimento é tão grande, que o camelódromo possui um segundo estabelecimento com a mesma finalidade, porém em uma extensão um pouco menor. Todos os dias, mais de mil goianienses visitam o local, sem contar que se torna fonte de renda para muitos trabalhadores autônomos.