Goiânia entra para o top 5 da inteligência artificial na América Latina

Poucas pessoas associam Goiânia ao desenvolvimento de inteligência artificial. No entanto, a capital goiana acaba de conquistar um reconhecimento que reforça sua transformação tecnológica. Um levantamento internacional colocou Goiânia entre as cinco cidades da América Latina com maior protagonismo em iniciativas de inteligência artificial (IA), ao lado de alguns dos principais centros de inovação do continente.
O ranking foi elaborado pela AITOUR Intelligence com base em indicadores como ecossistema de inovação, investimentos, presença de startups, centros de pesquisa, governo digital e inovação corporativa. À frente de Goiânia aparecem apenas São Paulo, Cidade do México, Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina. Além disso, a capital goiana ficou à frente de cidades como Bogotá, Medellín, Monterrey, Rio de Janeiro e Guadalajara.

Foto: SECOM
O resultado evidencia um movimento iniciado nos últimos anos e que vem mudando o posicionamento de Goiás no cenário nacional da tecnologia.
O maior centro de inteligência artificial da América Latina
Grande parte desse protagonismo está ligada ao trabalho desenvolvido pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (Ceia-UFG), considerado o maior centro de pesquisa em IA da América Latina.

Desde sua criação, o centro já atraiu cerca de R$ 500 milhões em investimentos privados para Goiás. Além disso, tornou-se referência nacional no desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial para diferentes segmentos da economia.
Hoje, o Ceia-UFG atende mais de 100 empresas de diversos setores. Entre elas estão Google, Vivo, WEG, Natura, iFood, Positivo Tecnologia, Volkswagen Caminhões e Ônibus, TV Globo, Itaú, Cemig, Bancorbrás, Recovery e Falconi.
Leia também: Prêmio Curta Mais reúne 600 convidados no Oscar da gastronomia regional
As tecnologias desenvolvidas em Goiás já impactam aproximadamente 150 milhões de pessoas no Brasil e também são utilizadas em países como Canadá, Irlanda e Malásia.
Novos investimentos ampliam a estrutura
O avanço da inteligência artificial em Goiás deve ganhar um novo impulso nos próximos anos.
Recentemente, o Governo de Goiás anunciou um novo ciclo de investimentos de R$ 78 milhões destinados ao Ceia-UFG para o período entre 2026 e 2031.
Desse total, R$ 40 milhões serão utilizados para implantar um moderno AI Data Center e um laboratório de veículos autônomos. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade computacional disponível para pesquisadores, estudantes, empresas e órgãos públicos parceiros.
Segundo o governador Daniel Vilela, a estratégia busca consolidar Goiás como referência nacional em inteligência artificial.
“Estamos muito otimistas de continuar fazendo de Goiás o Estado vanguardista na IA. Em breve, lançaremos o Distrito de Inovação de Inteligência Artificial”, afirmou.

Tecnologia que movimenta a economia
O crescimento do setor também tem impacto direto na economia.
Além de fortalecer a pesquisa científica, a expansão da inteligência artificial atrai empresas, estimula novos investimentos e amplia a geração de empregos altamente qualificados.
Para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, o reconhecimento internacional é resultado de uma política pública voltada ao desenvolvimento tecnológico.
Segundo ele, Goiás conseguiu acelerar sua evolução desde 2019, consolidando Goiânia como um dos principais polos brasileiros de inovação.
Brasil amplia protagonismo na América Latina
Outro dado que chama atenção no levantamento é a presença brasileira entre os destaques do continente.
Das 25 cidades que aparecem no ranking da AITOUR Intelligence, 10 são brasileiras, demonstrando o fortalecimento do ecossistema nacional de inovação.
Nesse cenário, Goiânia passa a ocupar uma posição estratégica ao lado dos principais centros tecnológicos da América Latina, reforçando que a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência para se tornar um dos pilares do desenvolvimento econômico e científico do estado.
